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"Brasil sem Amianto" debate saúde do trabalhador em seminário internacional

Este é o segundo seminário do Ministério Público do Trabalho, em parceria com entidades que defendem os direitos dos trabalhadores. Desta vez, a Saúde dos Trabalhadores será o tema principal do encontro, uma vez que a substância cancerígena já foi banida em todo o território nacional pelo STF.

O Ministério Público do Trabalho (MPT), juntamente com o Departamento Intersindical Estudos Pesquisas de Saúde e Ambiente de Trabalho (Diesat) e também com a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA) realizam entre os dias 15 e 18 de maio, em São Paulo, o 2º Seminário Internacional Brasil sem Amianto, Uma Abordagem da Saúde doTrabalhador.

O evento contará com a participação de especialistas do Reino Unido (Imperial College), Itália (Fondazione IRCCS Ca´Granda Ospedale Maggiore Policlinico), Estados Unidos (Universidade de Drexel e City University of New York), Austrália (Sidney School of Public Health) e França (GISCOP), que farão uma abordagem aprofundada sobre os malefícios do amianto à saúde de quem tem ou já teve contato com a fibra cancerígena, bem como sobre o panorama mundial das doenças relacionadas ao amianto (DRA).

A iniciativa acontece logo após a decisão, em novembro do ano passado, do Supremo Tribunal Federal (STF) de banir por completo a comercialização e a utilização da fibra cancerígena em todo o País.

Segundo a gerente do Programa Nacional de Banimento do Amianto, Márcia Kamei López Aliaga, desde o primeiro seminário, ocorrido em 2016, houve a discussão da questão do amianto sob o enfoque social e jurídico. Social, diante da necessidade de alertar a sociedade brasileira sobre os riscos do amianto à saúde humana e da viabilidade de substituição da fibra cancerígena por tecnologias ambientalmente menos agressivas; jurídico, porque remanescia a discussão nos Tribunais sobre a constitucionalidade do uso do amianto crisotila no Brasil.

Para ela, apesar de já estar banida do país, a substância cancerígena ainda pode causar grandes males aos trabalhadores. "É importantíssimo a criação de protocolos de diagnóstico de Doenças Relacionadas ao Amianto (DRA) e de padrões de registro de doenças relacionadas ao amianto, para por fim à invisibilidade dessa questão no nosso sistema de saúde e de previdência social. Além disso, é necessário intenso trabalho para informar e capacitar profissionais e a própria população sobre os riscos do produto", ressaltou.

De acordo com o presidente da ABREA, Eliezer João de Souza, já houve uma grande conquista com relação aos prejuízos aos trabalhadores provocados pelo contato com a fibra. "O fato é que ela não pode mais ser comercializada. Resta agora sabermos o que faremos com o material que já circula no país", disse o presidente.

Na visão do Coordenador Técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho – Diesat, Eduardo Bonfim da Silva, a realização do Seminário representa a continuidade da relação interinstitucional com a ABREA e o MPT no compromisso com a saúde da classe trabalhadora. “A preocupação com a Vigilância em Saúde do Trabalhador para registro e tratamento de doenças relacionadas ao amianto é o cerne das preocupações que norteiam esse Seminário, que terá contribuições do Ministério da Saúde e de representações dos trabalhadores, essencial para a caracterização dos determinantes sociais do processo saúde-doença e no desenvolvimento das políticas de Saúde do Trabalhador”.

O evento também conta com os apoiadores Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fundacentro (Fundação Jorge Duprat e Figueiredo). Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca) da FIOCRUZ (Fundação Osvaldo Cruz), SUS (Sistema Único de Saúde).

O encontro acontece no Hotel Bourbon Convention Ibirapuera, localizado na Avenida Ibirapuera, 2927, Moema, São Paulo. Outras informações e para inscrição no evento acessewww.brasilsemamianto.com.br

Mesas de debate:
O evento será formatado em diversos debates, entre elas:
- Asbestos: Cenário brasileiro atual e perspectivas;
- Protocolo brasileiro de diagnóstico de Mesotelioma;
- Amianto e vigilância de câncer de pulmão;
- Carga global das doenças relacionadas ao amianto;
- Amianto no Reino Unido: história, tendências e sistema de compensação;

Debatedores

- Arthur L. Frank – professor of Públic Health and Medicine
- Carolina Luizaga – Epidemiologista na Fundação Oncocentro de São Paulo
- Daniela Buosi – Diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador
- Dario Consonni – Senior Epidemiologista at the Epidemiology Unit
- Eduardo Algranti – Pneumologista
- Eduardo Mello de Capitani – Médico Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp
- Fernanda Giannasi – Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho

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